Dra. Marcia Ferraz Nogueira
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4 Doenças de Pele que mais Matam

20 de fevereiro de 2023/em Cirurgia Dermatológica, Dermatologia Clínica /por Dra. Marcia Ferraz Nogueira

A pele é um órgão fundamental para o nosso corpo. Ela tem a função de recobrir e proteger todo o organismo, tendo ainda função no controle da temperatura corporal e na nossa mobilidade.

Mas muitas pessoas não se lembram da importância que a pele tem e mais ainda que ela é um órgão tão vital e tão importante que viver sem ela seria impossível. Ainda que a pele não tenha uma função considerada “nobre” como o coração ou os pulmões, cada parte do nosso corpo tem seu papel no todo.

Por isso mesmo, que doenças de pele devem ser levadas a sério. E alguns deles têm o potencial não só de incomodar ou de dificultar nossa vida. Existem doenças que afetam a pele que e que podem matar.

Isso pode espantar muitas pessoas. Mas conheça as condições dermatológicas que podem matar. 

Câncer De Pele

O câncer de pele é uma das doenças de pele relativamente mais comuns no Brasil, país tropical com muita incidência solar. Estima-se que a cada ano sejam registrados 180 mil novos casos.

O tipo de câncer mais comum, o câncer de pele não melanoma, tem mortalidade baixa, mas sem tratamento adequado, ele evolui. Existem ainda outros tipos de tumores que podem matar com maior facilidade e rapidez, tendo uma letalidade muito mais alta.

O câncer surge pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Este crescimento pode ser causado por fatores como tabagismo, predisposição genética, infecção por HPV e feridas crônicas, além da exposição solar, que é o maior causador.

Conheça os principais tipos de câncer de pele:

  • Carcinoma Basocelular (CBC): este é o tipo de maior ocorrência, após o tipo não melanoma. Ele surge nas camadas mais profundas da epiderme (camada superior da pele). Ocorre frequentemente nas regiões expostas ao sol, como face, orelhas, pescoço, ombros e costas, mas pode ocorrer em outras regiões em poucos casos. Algumas lesões se assemelham a lesões não cancerígenas, por isso a avaliação do médico é sempre importante em todos os casos de alterações de pele. Tem uma baixa mortalidade e pode ser curado se for detectado precocemente.
  • Carcinoma Espinocelular (CEC): ocorre nas células escamosas, que compõem a maior parte das camadas superiores da pele. Pode ocorrer em todas as partes do corpo, sendo mais comum nas áreas expostas ao sol. Este tipo de câncer é duas vezes mais frequente em homens do que em mulheres. Sua ocorrência está associada à exposição solar, mas esta não é a única causa. Também pode estar associado a feridas crônicas e cicatrizes na pele.
  • Melanoma: tipo menos frequente de câncer de pele, este também é o tipo de câncer com maior letalidade. O melanoma em geral tem a aparência de uma pinta ou um sinal na pele, em tons acastanhados ou enegrecidos. Mas ela pode mudar de cor, formato ou tamanho e causar sangramento. As lesões podem ocorrer em locais de difícil visualização, como nuca e costas, mas os locais mais comuns são nas pernas, no tronco, no pescoço e no rosto. Nos estágios iniciais a lesão ocorre na camada superficial da pele, o que facilita sua remoção cirúrgica. Em estágio mais avançado, a lesão é mais profunda, com alcance nas camadas mais profundas da pele, o que aumenta a chance de atingir outros órgãos e gerar metástase. Pessoas de pele clara e que se queimam com facilidade quando expostas ao sol têm maior risco de desenvolver a doença. Embora tenha uma alta letalidade, ela pode ser cura em 90% dos casos, se houver uma detecção e tratamento precoce.

Erisipela

Esta é uma das doenças de pele que ataca a derme, além dos panículos adiposos (tecido celular cutâneo) da pele, com envolvimento dos vasos linfáticos. Ocorre com mais frequência nos membros inferiores e em pacientes da terceira idade, mas pode afetar pessoas de outras idades e com o sistema imunológico deficiente.

Normalmente está associada a um fato conhecido como “porta de entrada”, que podem ser ou uma lesão ou machucado (como por exemplo, uma úlcera venosa, uma picada de inseto, um machucado nas unhas) nos membros inferiores que facilita a entrada da bactéria causadora da infecção.

Os sintomas podem incluir fadiga, mal estar, que surgem dias antes dos sintomas locais. Após alguns dias, surge o inchaço no local afetado, avermelhamento, além de dor e ardência. Podem surgir também a formação de bolhas aquosas ou o escurecimento da área afetada.

A letalidade da doença se deve a falta de tratamento precoce, que faz com que a infecção se espalhe, atingindo a corrente sanguínea e ocasionando septicemia. O risco de infecção generalizada é muito alto, pois os locais e tecidos afetados estão em uma região muito irrigada por vasos sanguíneos.

Esclerodermia

A esclerodermia é uma doença rara autoimune, que afeta o tecido conjuntivo, que dá estrutura e sustenta os órgãos e sistemas do corpo humano. Não é uma doença contagiosa e não há causa conhecida.

Como uma doença autoimune, é ocasionada por um desequilíbrio no sistema imunológico do corpo, que passa a atacar o próprio corpo ao invés de defendê-lo. Sua principal característica é o espessamento da pele, sendo mais comum em mulheres.

A esclerodermia pode ser localizada ou sistêmica. Na localizada, a doença ataca apenas a pele. Na forma sistêmica, a doença afeta além da pele outros órgãos como esôfago, pulmão e rins.

O excesso de colágeno é responsável pelo espessamento da pele. Nesta doença, há geração de tecido cicatricial são produzidos sem razão aparente na pele e nos órgãos internos. O paciente pode ter alteração nas pontas dos dedos, rigidez nas articulações, diminuição da abertura da boca, dificuldade para engolir alimentos sólidos e para respirar.

Esta doença, como muitas outras doenças de pele, possui uma apresentação muito variada de paciente para paciente, tendo casos mais brandos a muito severos. Os casos fatais estão associados à esclerodermia sistêmica grave, onde muitos órgãos internos são afetados, além da pele.

Alergia

A alergia também é uma das doenças de pele que podem matar. Reações alérgicas muito severas podem desencadear choques anafiláticos, que são muito perigosos, principalmente se a pessoa não sabe que é alérgica ou se não procurar atendimento médico imediatamente.

As alergias são reações inflamatórias ou irritativas, desencadeadas por um agente alérgeno, que podem se manifestar em qualquer região do corpo, como braços, pernas, costas, barriga e rosto.

Os principais sintomas são manchas, bolinhas brancas ou avermelhadas, vermelhidão (conhecido como rash cutâneo), coceira e dor. Em casos muito graves, ocorre o inchaço dos lábios e da garganta, dificuldade para respirar, tontura e desorientação, náuseas e taquicardia.

Existe um tipo de síndrome alergia rara conhecida como Síndrome de Stevens-Johnson, que causa lesões graves na pele, olhos e mucosas, além de afetar o trato gastrointestinal e respiratório, causando necrose.

Nem sempre o alérgeno causador é identificável, mas a reação alérgica pode ser desencadeada por remédios, em especial a penicilina e antibióticos, infecções virais ou neoplasias.

A pessoa apresenta lesões avermelhadas, bolhas aquosas, evoluindo para dificuldade de respirar e febre. A reação normalmente é rápida e abrupta e pode evoluir para complicações muito rapidamente, ocasionando a morte.Se você quer saber mais sobre doenças de pele, suas causas e seus tratamentos, fique conosco em nosso site. E para mais novidades, siga-nos nas redes sociais.

https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/02/4-Doencas-de-Pele-que-mais-matam.png 500 900 Dra. Marcia Ferraz Nogueira https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MFN_Horizontal2_680X312_DarkLetter.png Dra. Marcia Ferraz Nogueira2023-02-20 20:18:352023-08-01 15:58:294 Doenças de Pele que mais Matam

7 Doenças de Pele mais comuns no verão?

1 de janeiro de 2023/em Cirurgia Dermatológica, Dermatologia Clínica /por Dra. Marcia Ferraz Nogueira

O verão é a estação mais quente do ano. É nesse tempo que costumamos viajar, ir à praia, ter momentos de lazer e, principalmente, quando ficamos durante muitas horas expostos diretamente aos raios solares.

Sabemos que é preciso ter cuidado, usar protetor solar, não abusar do tempo sob o sol, aproveitar horários específicos onde a incidência da luz solar é mais fraca, além de outras recomendações, ainda assim estamos sujeitos a contrair doenças.

Algumas são mais simples, outras podem trazer complicações gigantescas para nossa saúde. Se você não quer perder a chance de aproveitar o melhor do verão, fique ligado nesse post, pois falaremos sobre as doenças de pele mais comuns dessa estação do ano. Confira!

Queimaduras De Sol

Um dos maiores perigos de ficar exposto ao sol no verão é acabar gerando queimaduras na pele. Acaba por ser uma das doenças mais comuns, visto que mesmo com o uso do protetor solar, a forte incidência dos raios solares tendem a atingir a pele.

É facilmente identificável através da vermelhidão no corpo. Com as queimaduras, sentimos ardência ao toque. Isso significa que a pele sofreu danos, como ressecamento, por exemplo. Para cuidar do problema é preciso hidratar o corpo. Beber água é fundamental. O uso de loções hidratantes também é um ótimo aliado. Em casos onde a queimadura provoca muitas dores, o uso de analgésicos pode ser receitado por médicos.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar queimaduras de sol:

  • Evite ficar exposto ao sol em horários onde os raios solares têm incidência mais forte. Esse período compreende de 11 da manhã às 4 da tarde;
  • Não use maquiagens e perfumes em situações em que sua pele ficará exposta ao sol. Esses produtos podem ter reações com o contato com os raios solares, colaborando para queimar a pele;
  • Use filtro solar, mesmo em dias em que esteja nublado;
  • O uso de camisa UV é outra ótima opção, pois garante maior proteção à pele.

Micoses

No verão, doenças de pele como micoses são bastante comuns. Há diversas variações desse problema que podem atingir a nossa saúde. Boa parte delas é causada pela exposição a fungos encontrados na área da praia, por exemplo.

Uma das micoses mais frequentes é o pano branco. Ele é causado pelo fungo Malassezia furfur, que já existe na pele humana, mas aparece normalmente no verão pois o calor aumenta a oleosidade da pele.

O tratamento dessa, e de outras micoses, pode ser feito através do uso de loções hidratantes ou de remédios, em casos onde a situação for mais grave.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar micoses:

  • O suor é um forte aliado das micoses. Por isso, evite ficar com o corpo suado por muito tempo;
  • Para evitar que a pele fique muito oleosa, e contribua para a aparição de micoses como o pano branco, faça uso de lenços umedecidos e hidratantes corporais.

Acnes

Da mesma forma que a oleosidade da pele favorece o aparecimento de micoses, outra doença que pode aparecer no verão pelo mesmo motivo são as acnes. O forte calor provocado pelas temperaturas mais altas do verão deixam a pele mais seca, o que inicialmente ajuda a diminuir espinhas e cravos, por exemplo.

Porém, o corpo tende a responder aumentando a oleosidade natural da pele, favorecendo e agravando acnes. Para tratar deve-se usar filtro solar. Existem tipos de protetor solar feitos especificamente para a região do rosto. Outra boa alternativa é lavar o rosto com sabonete.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar acnes:

  • Use protetor solar que não tenha óleos na composição. Isso ajuda a diminuir a oleosidade da pele e evita que os poros sejam obstruídos;
  • Use sabonetes neutros ou aqueles que possuam substâncias antissépticas;
  • Durante o verão, consuma alimentos leves e refrescantes. Frutas e sucos são altamente recomendados. Evite frituras.

Bicho Geográfico

Mais um exemplo de doenças de pele comuns no verão é a chamada bicho geográfico. Essa doença é contraída através de uma larva, normalmente encontrada em fezes de cachorros e gatos, que penetra a pele e provoca coceiras. Outro sintoma é a aparição de lesões que provocam um rastro semelhante a mapas, por isso o nome bicho geográfico.

É mais comum no verão, pois frequentamos mais praias e locais com areia, onde os cães e gatos fazem suas necessidades. A larva é eliminada de forma natural pelo organismo após 2 meses, mas se os sintomas causam muito desconforto deve-se visitar o médico.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar bicho geográfico:

  • Tenha atenção na praia em que for frequentar. Praias onde costumam transitar muitos animais como gatos e cachorros são mais propícias ao bicho geográfico. Evite;
  • Em casos mais graves o médico recomendou o uso de cremes ou até mesmo de medicações como Albendazol, remédio para vermes que ajuda a eliminar a larva;
  • Para aliviar a coceira, podem ser usadas pomadas.

Foliculite

Esse tipo de infecção da raiz dos pelos é causada por bactérias ou fungos. Um dos perigos é que pelo verão ser uma estação quente, muitas pessoas optam pela depilação. A pele fica mais ressecada e o suor colabora para a inflamação dos poros. É nesse momento que a doença pode acontecer. A falta de hidratação na pele somada à falta de cuidados com a depilação podem agravar a foliculite.

  • Faça esfoliação na pele alguns dias antes de se depilar. Isso ajuda a remover células mortas, torna a depilação mais simples e evita infecções;
  • Não use roupas apertadas, opte por vestimentas mais frescas durante o verão;
  • Faça esfoliação rotineiramente, principalmente antes da depilação;
  • O uso de cremes e loções hidratantes é excelente para evitar o ressecamento da pele.

Brotoeja

Uma das doenças de pele que mais preocupam durante os dias quentes de verão é a brotoeja. Ela é mais comum em bebês e crianças pequenas. Acontece devido ao suor que deixa a pele úmida, provocando vermelhidão e caroços em regiões como pescoço, peito, barriga e costas.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar brotoeja:

  • Evite deixar bebês e crianças expostos ao sol durante muitas horas;
  • Use roupas frescas e sempre busque locais arejados para os momentos onde a criança for descansar;
  • Não deixe a criança com o corpo suado. Banhos rápidos com água um pouco mais fria são recomendados;
  • Use talco nas regiões onde a brotoeja esteja afetando com mais intensidade. 

Câncer De Pele

Não há como falar de doenças de pele sem lembrar do Câncer de Pele, o câncer mais comum no Brasil. No verão, essa doença torna-se ainda mais propícia, principalmente pela exposição excessiva aos raios solares. O uso de bronzeadores convencionais intensificam os efeitos do sol, o que colabora para as queimaduras na pele e, por consequência, podem desencadear câncer de pele.

Quanto mais breve for feito o tratamento, maiores são as chances de cura. No entanto, se o diagnóstico for feito de forma tardia, o câncer de pele pode matar.

A seguir, confira cuidados que podem ser tomados para evitar o câncer de pele:

  • Pessoas de pele mais clara devem usar protetor solar com fatores mais altos, pois possuem menos melanina, um protetor natural da pele. Isso não quer dizer que quem tem pele mais escura não possa contrair a doença;
  • Evite ficar exposto ao sol entre 11h e 16h;
  • Evite realizar processos de bronzeamento artificial;
  • Use roupas como camisas UV, bonés e óculos escuros.

Conhecer as doenças de pele, como elas são contraídas e os principais cuidados que podem ser tomados para evitá-las, é de fundamental importância para passarmos o verão inteiro com saúde e podendo aproveitar ao máximo a estação do lazer.

https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/01/7-Doencas-de-Pele-mais-comuns-no-verao.png 500 900 Dra. Marcia Ferraz Nogueira https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MFN_Horizontal2_680X312_DarkLetter.png Dra. Marcia Ferraz Nogueira2023-01-01 20:06:202023-08-01 16:00:297 Doenças de Pele mais comuns no verão?

Quais os tipos de Câncer de Pele?

15 de dezembro de 2022/em Cirurgia Dermatológica, Dermatologia Clínica /por Dra. Marcia Ferraz Nogueira

No Brasil o câncer de pele é o tipo mais comum, frequentemente diagnosticado em 25% de todos os casos de tumores malignos. Embora esse número pareça assustador, quando encontrado em um estágio inicial a chance de cura é bem alta. De fato, ao surgirem manchas ou pintas estranhas procure o dermatologista imediatamente.

Essa forma de câncer possui certas particularidades, sendo mais comum em pessoas com idade superior a quarenta anos de idade, sendo bem rara em crianças e indivíduos de pele negra. Pessoas de pele muito clara devem ter maior atenção na proteção contra os raios solares, além de pessoas que já apresentaram outros problemas dermatológicos.

As espécies de câncer de pele se dividem em dois grupos: o câncer não melanoma e o câncer do tipo melanoma.

Câncer de pele não melanoma

O câncer de pele não melanoma são as formas mais encontradas e acometem principalmente pessoas de pele muito clara e que sofrem exposição ao sol de maneira excessiva e desordenada, que não fazem prevenção aos raios solares e nem respeitam os horários indicados.

Na maioria das vezes apresentam apenas desenvolvimento local, são lesões que não cicatrizam. Seu desenvolvimento podem evoluir para dor e sangramento.  

Carcinoma Basocelular

Essa modalidade de câncer tem uma evolução bastante lenta, comparado a outros tipos, isso se tratando de profundidade da lesão e lateralidade. Surge na pele como uma bolinha que parece pinta ou espinha podendo apresentar sangramento ou não. Essa forma de câncer de pele não evolui a ponto de causar metástase.

O carcinoma basocelular se localiza superficialmente, na epiderme e nos apêndices da camada basal, de onde originou seu nome. É um tipo de câncer não melanoma, sua cura é relativamente tranquila, muito em função da simplicidade de seu diagnóstico.

Carcinoma Epidermóide

Por outro lado, os carcinomas epidermóides são uma espécie de câncer de pele localizados no queratinócio da epiderme, região rica em células cúbicas, com mais queratina que a região basocelular. Por estar na região de células escamosas e achatadas é conhecido também por câncer de célula escamosa e achatada, e aparece como uma mancha vermelha áspera, ou como uma ferida que não cicatriza.

É uma modalidade mais agressiva e pode apresentar metástase se não tratada a tempo.

O diagnóstico das formas de câncer de pele não melanoma são basicamente dois.

  • Carcinoma epidermóide: Aparece na forma de uma ferida que rapidamente se desenvolve, apresentando secreção e coceira em estágios mais evoluídos.
  • Carcinoma basocelular: É diagnosticado por um nódulo ou lesão de evolução lenta.

Para essas duas formas de câncer de pele é indicada o tratamento cirúrgico, contudo para o tipo basocelular existe a opção do tratamento tópico ou sessões de radioterapia.

Câncer de pele do tipo melanoma

O melanoma cutâneo é um dos mais agressivos e se origina nos melanócitos, células responsáveis por produzir a melanina, substâncias ligadas à cor da pele. É uma forma de câncer de pele predominantemente encontrada em adultos brancos. O melanoma apesar de sua baixa incidência é o mais letal por sua alta possibilidade de desenvolver um quadro de metástase.

As chances de cura são consideradas boas se for diagnosticado em estágios iniciais. Com a evolução médica os diagnósticos têm se tornado cada vez mais precoces aumentando a chance de sobrevida do paciente.  O exame responsável por essa evolução é a dermatoscopia.

A dermatoscopia é o exame em que o dermatologista faz uma análise das pintas e manchas do paciente através do dermatoscópio, uma espécie de lente de aumento. Existe a forma tradicional que conta muito com o olhar clínico do profissional e a digital que registra a imagem por meio de fotos para uma melhor avaliação.

O melanoma pode se manifestar tanto na pele normal como por meio de uma lesão. Quando surge da pele sadia, o primeiro sinal é o surgimento de uma pinta escura de contornos irregulares e evolução rápida.

A lesão tem seu tamanho aumentado, alterando sua forma e coloração que também passa a ter contornos irregulares. Portanto o formato das bordas das lesões é um grande fator de diagnóstico. A intervenção cirúrgica é o tratamento mais adequado e em certos casos, sessões de radioterapia e quimioterapia também são necessárias dependendo da gravidade do câncer.

Conheça outros tipos de câncer de pele

Existem tipos menos frequentes de câncer de pele, mas que vale a pena conhecer suas particularidades.

Carcinoma de células de Merkel

Essa modalidade de câncer de pele é um dos mais raros tanto que ainda não existem estudos conclusivos em relação as suas formas de tratamento. Portanto isso pode variar de profissional uma vez que a própria literatura ainda não é suficiente para entender todas as particularidades que cerca esse carcinoma.

Seu tratamento depende de um único fator: se houve disseminação para outros órgãos ou não. Para que esse diagnóstico seja efetivo é muito importante realizar os exames corretos que irão mostrar qual é o avanço da doença. Dentre esses exames os principais são os exames de imagem e a biópsia do linfonodo sentinela.

O câncer das células de Merkel são tumores restritos a pele, não ocorrendo em outras partes do corpo e seu diagnóstico é composto de basicamente dois passos: o primeiro é o exame físico para comprovar a existência do tumor e a biópsia do linfonodo sentinela que atesta ou não a proliferação do tumor para os gânglios linfáticos.

Após o resultado da biópsia o tumor é retirado por meio cirúrgico, retirando toda a doença. Agora se o mesmo está localizado em uma região de acesso mais restrito pode ser utilizada uma cirurgia mais ampla ou a técnica de Mohs.

Sarcoma de Kaposi

O sarcoma de Kaposi é um tipo bem raro de câncer de pele estando frequentemente ligado a portadores do vírus HIV. O tumor apresenta um crescimento lento e se localiza na pele podendo atingir órgãos internos como pulmões, aparelho gastrointestinal dentre outros.

Em pessoas com AIDS, o sarcoma de Kaposi é causado por uma reação entre o vírus HIV causador da AIDS e outro vírus, o HHV- 8. Pessoas que apresentam insuficiência renal, além de transplantados também estão no grupo de risco dos possíveis candidatos a desenvolver o Sarcoma de Kaposi.

Tumores anexiais

 O carcinoma anexial microcístico (CAM) é um tipo raríssimo de câncer de glândula écrina da pele, encontrada no rosto. Esse tumor apresenta de crescimento lento e com característica infiltrativa agressiva. O carcinoma Anexial nos estágios mais graves compromete parte da face, sendo necessária cirurgia de reconstrução facial após a retirada do tumor.

Se o paciente apresentar algum fator adverso a conduta cirúrgica do tratamento, sessões de radioterapia podem ser indicadas.

Sarcomas

Um sarcoma é um tipo de câncer que atinge camadas mais profundas da pele, diferentemente dos tipos mais comuns e menos agressivos que atingem a parte mais superficial.

Os sarcomas são tão agressivos que chegam a atingir ossos, gordura, músculos, vasos sanguíneos e cartilagens, além de outros tecidos. São os tipos que mais causam metástase, com isso sendo os mais difíceis de tratar.

Enfim independentemente do tipo de câncer de pele o mais importante é a prevenção, já que muitos deles são causados pela exposição aos raios solares e com o verão se aproximando o perigo aumenta. Faça uso do filtro solar adequado ao seu tipo de pele, além de bonés e chapéus para proteger o rosto.

Conhecendo os causadores é possível evitar o aparecimento dessas neoplasias, lembrando também que o diagnóstico precoce é fundamental. Ao menor sinal de manchas na pele procure o dermatologista imediatamente.

https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2022/12/Quais-os-tipos-de-Cancer-de-Pele-e-como-Trata-los.png 500 900 Dra. Marcia Ferraz Nogueira https://marciaferraznogueira.com.br/wp-content/uploads/2023/07/MFN_Horizontal2_680X312_DarkLetter.png Dra. Marcia Ferraz Nogueira2022-12-15 18:54:452023-08-01 16:01:30Quais os tipos de Câncer de Pele?
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